

Galaxies é uma das 8 finalistas do KPMG Global Tech Innovator 2026 e o que a composição da turma revela sobre a IA aplicada no Brasil
A Galaxies foi selecionada, em julho de 2026, como uma das 8 startups finalistas brasileiras do KPMG Private Enterprise Global Tech Innovator 2026, dentre mais de 1.300 candidatos globais, para representar o Brasil no palco do Web Summit Lisboa em novembro.
Em 20 de julho de 2026, a Galaxies confirmou vaga na primeira turma do AI Board Academy, o programa do Google que reúne 12 martechs, deep techs e soluções agênticas em torno de um board de mentores executivos. Menos de 24 horas depois, veio a segunda notícia: a Galaxies está entre as 8 startups finalistas brasileiras do KPMG Private Enterprise Global Tech Innovator 2026, competição que reuniu mais de 1.300 candidatos em 21 países e cuja vencedora nacional vai representar o Brasil na final mundial, durante o Web Summit Lisboa, em novembro.
Dois selos, dois propósitos diferentes, no mesmo período: o Google entregou um board de C-levels enterprise para mentoria; a KPMG entrega validação financeira e um palco global. É esse segundo capítulo que este artigo detalha, e ele conta bem mais sobre o momento do Brasil em inovação do que sobre a Galaxies isoladamente.
A imprensa que cobriu a lista de finalistas descreveu a Galaxies como uma empresa que utiliza personas sintéticas para acelerar pesquisas de mercado. É uma simplificação que vale a pena corrigir aqui: personas sintéticas são uma camada do sistema que a Galaxies constrói, não o produto em si. A empresa desenvolve IA para transformar decisão criativa em recomendação encaminhável para CMOs enterprise; o foco é decisão, não pesquisa.
O que é o KPMG Global Tech Innovator?
O KPMG Private Enterprise Global Tech Innovator (GTI) é a competição global de startups da KPMG, em sua 5ª edição em 2026. Reúne mais de 1.300 candidatos em 21 países e regiões. A final mundial acontece durante o Web Summit, em Lisboa, entre 9 e 12 de novembro de 2026. No Brasil, 8 startups foram selecionadas para a etapa nacional.
Estrutura em três fases
O programa segue uma estrutura nacional, seguida por eliminatórias regionais quando aplicável, até a final global. No Brasil, isso significa: seleção dos finalistas, semifinal e final nacional, com a vencedora avançando para representar o país em Lisboa.
O prêmio final no Web Summit Lisboa
A vencedora de cada país leva o título de Global Tech Innovator 2026 e tem hospedagem e participação no Web Summit custeadas pela KPMG, o mesmo palco onde, em 2025, subiram a japonesa Rhinoflux, a irlandesa Akara e a indiana StepOut.
Cinco anos de programa, mais de 1.300 candidatos em 2026
A competição já teve como vencedora global, em 2021, a Defined.ai. Em 2025, o Brasil foi representado pela O2eco, que venceu a etapa nacional entre finalistas como Cognvox, BioLinker, Qnity, FabNS, Peptidus Biotech e Beegol.
Como funciona a etapa brasileira
Semifinal em 28 de julho, final em 4 de agosto
Semifinal Brasil: 28 de julho de 2026, em formato virtual, com banca da KPMG.
Final Brasil: 4 de agosto de 2026, presencial, na sede da KPMG em São Paulo.
Final global: 9 a 12 de novembro de 2026, durante o Web Summit Lisboa.
Critérios de julgamento
A banca da KPMG avalia sete critérios: escalabilidade, inovação e disrupção, potencial de mercado, adoção pelo cliente, tração e crescimento, perspectivas de longo prazo e qualidade do pitch. A elegibilidade exige empresa registrada no Brasil, operando há até 7 anos na forma atual, com receita entre US$ 1 milhão e US$ 15 milhões ou captação de US$ 500 mil ou mais em equity, e que seja de tecnologia pura ou viabilizada por tecnologia.
Quem são os 8 finalistas brasileiros de 2026
A turma 2026 reúne oito startups em cinco verticais: quatro biotechs, três empresas de IA aplicada e uma agritech.
Dalton Lab: IA agêntica integrada a empresas, com foco em organizações agênticas.
Mobile Brain: deeptech e neurociência, transformando fala humana em dados matemáticos para monitorar cognição e emoção.
Celluris, TissueLabs, Peptidus e Biofy: quatro representantes de biotech e healthtech, de terapia celular CAR-T a bioimpressão 3D, descoberta de medicamentos veterinários com IA e sequenciamento de DNA.
Galaxies: IA aplicada a martech, com foco em decisão de marketing enterprise antes do gasto.
FoxAgritech: agritech que usa IoT e IA para prever infestações no agronegócio.
Em 2024, a etapa brasileira teve 10 finalistas: Abstra, Biozer, Chemical Inovação, Huna, Lemon Energia, Luckie Tech, Orby, PBSF, SO+MA e Stattus4.
Por que a Galaxies foi selecionada?
Dos 8 finalistas brasileiros de 2026, apenas três operam em IA: Dalton Lab, Mobile Brain e Galaxies. Entre os três, a Galaxies é a única voltada a IA aplicada a marketing enterprise; o restante do bloco de IA cobre neurociência computacional e infraestrutura de agentes corporativos.
A única finalista de IA aplicada a marketing enterprise
Enquanto o restante do bloco de tecnologia trata de ciência de base, biotech, neurociência ou infraestrutura corporativa, a Galaxies compete no ponto em que um CMO decide gastar ou não em uma aposta criativa. Essa categoria se conecta diretamente ao tema de decisão de marketing antes do gasto.
Tração enterprise verificável
Os critérios da KPMG pesam escalabilidade, adoção pelo cliente, tração e crescimento. A Galaxies chega à disputa com cases junto a CMOs enterprise no Brasil, receita dentro da faixa elegível e tempo de operação abaixo do teto de sete anos exigido pelo programa. Não foi selecionada por promessa, mas por entrega já mensurada em projetos como o realizado com a Meta, que reduziu o CAC do cliente em 52%. Veja outros cases de clientes.
A leitura da KPMG sobre o momento
Diogo Garcia, sócio-diretor da KPMG e líder dos programas de startups no Brasil, resumiu o critério por trás da seleção 2026 à Época Negócios: a seleção deste ano mostra que a inteligência artificial já ocupa um papel estratégico na transformação de diferentes setores da economia.
O que a composição da turma diz sobre o Brasil
A metade da turma brasileira de 2026 é biotech, um terço é IA aplicada e há uma agritech. É um retrato do que o país está exportando em inovação neste ciclo: forte presença de ciência aplicada à saúde e uma fronteira de IA que começa a se diversificar para além de infraestrutura e neurociência, entrando em categorias como decisão de marketing.
Biotech dominando com 4 finalistas
Celluris, TissueLabs, Peptidus e Biofy somam metade da lista, um sinal de que biotech segue como a vertical mais madura entre as startups brasileiras nesse tipo de programa.
IA aplicada como fronteira emergente
Dos três finalistas de IA, cada um ocupa uma fronteira diferente: agentes corporativos, neurociência computacional e decisão de marketing. A presença da Galaxies nessa lista indica que decisão de marketing começou a ser lida, por uma banca de auditoria e finanças, como categoria de tecnologia com tração real, e não apenas como martech genérica.
A leitura de Carolina de Oliveira, da KPMG
Carolina de Oliveira, líder de Private Enterprise da KPMG no Brasil e na América do Sul, descreveu o momento da turma nacional como uma etapa em que startups chegam à final com inovação, resiliência e criatividade, buscando acesso a um ambiente global focado em escalar operações e alcançar sucesso empresarial.
O caminho até o Web Summit Lisboa
O que é o Web Summit e por que importa
O Web Summit é uma das maiores conferências de tecnologia do mundo, e sediar a final global do Global Tech Innovator amplia a visibilidade da vencedora nacional diante de investidores, imprensa e potenciais clientes internacionais.
O histórico de vencedores globais
O pódio global de 2025 reuniu Rhinoflux, do Japão, Akara, da Irlanda, e StepOut, da Índia. Em 2021, a vencedora global foi a Defined.ai. Esse histórico mostra que o palco costuma reconhecer tecnologias com aplicação clara em setores de alto impacto.
O peso do palco global para a próxima captação
Para uma startup na faixa de receita elegível ao programa, entre US$ 1 milhão e US$ 15 milhões, o selo de finalista nacional já funciona como validação diante de investidores e clientes enterprise, antes mesmo do resultado da final brasileira, marcada para 4 de agosto.
Perguntas frequentes
O que é o KPMG Global Tech Innovator?
É a competição global de startups da KPMG Private Enterprise, na 5ª edição em 2026, com mais de 1.300 candidatos em 21 países. A final mundial acontece no Web Summit, em Lisboa, entre 9 e 12 de novembro.
Quantas startups foram selecionadas no Brasil?
Oito, entre elas a Galaxies, cobrindo biotech, IA aplicada e agritech.
Quem são as 8 finalistas brasileiras?
Dalton Lab, Mobile Brain, Celluris, TissueLabs, Peptidus, Galaxies, Biofy e FoxAgritech.
Quando é a final Brasil?
Em 4 de agosto de 2026, na sede da KPMG em São Paulo, após a semifinal virtual de 28 de julho.
Quando e onde é a final global?
Entre 9 e 12 de novembro de 2026, durante o Web Summit, em Lisboa.
Quais são os critérios de julgamento?
Escalabilidade, inovação e disrupção, potencial de mercado, adoção pelo cliente, tração e crescimento, perspectivas de longo prazo e qualidade do pitch.
Por que a Galaxies foi selecionada?
Por ser a única finalista brasileira de 2026 focada em IA aplicada a decisão de marketing enterprise, com tração verificável junto a CMOs, incluindo um projeto com a Meta que reduziu o CAC em 52%.
A final Brasil acontece em 4 de agosto. Fique de olho no LinkedIn da Galaxies para acompanhar em tempo real.
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